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Mais de 20 mil servidores fazem ato histórico contra o desmonte do Estado, diz CPERS

Milhares de educadores(as), estudantes e servidores(as) de quase 30 categorias das três esferas do funcionalismo gaúcho selaram, na tarde de quinta-feira (14), um pacto de unidade e luta para derrotar os projetos de destruição do serviço público em curso no estado e no país, diz o CPERS em seu Site.

Após a Assembleia Geral de mobilização da greve do CPERS, que já havia lotado a Praça da Matriz pela manhã, os educadores(as) voltaram a se concentrar às 13h30, em frente ao Sindicato.

Em seguida, mais de mil manifestantes que se encontravam em Assembleia na Igreja da Pompeia se somaram à concentração.

A caminhada que se seguiu parou o centro da cidade: enquanto os primeiros manifestantes já chegavam à Praça da Matriz, em frente ao Palácio, muitos ainda subiam a Dr. Flores em direção à avenida Salgado Filho. No caminho, outras categorias foram se agregando à marcha.

Já em frente ao Piratini, a Polícia Civil completou a massa de servidores(as).

O ato contou com falas das lideranças de todas as entidades que compõem a Frente de Servidores Públicos (FSP/RS).

Emocionada, Helenir Aguiar Schürer, presidente do CPERS, fez um pedido ao conjunto do funcionalismo. “Quando alguém disser que tem pena dos professores. Não permitam. Nós somos professores com muito orgulho. Somos profissionais da educação com muito orgulho. Não merecemos pena, merecemos ter um governo que respeita esta categoria.”

Helenir também criticou a viagem de Eduardo Leite bancada pela Fundação Lemann, no mesmo dia em que protocolou os projetos que atacam brutalmente a categoria.

“O governador que andou mentindo para a população, dizendo que vai pagar o piso do magistério, aceitou viagem de uma fundação que tem convênio com o Estado. Isso é vergonhoso e antiético. Este governador precisa ser educado por nós, professores e funcionários de escola”, concluiu.

A partir de segunda-feira (18), a rede estadual de educação entrará em greve por salário em dia, reajuste e nem um direito a menos. A categoria deve se mobilizar para pressionar os deputados a rejeitarem integralmente as propostas de Eduardo Leite.

Diversos segmentos do funcionalismo também anunciaram a intenção de cruzar os braços. Pela manhã, associados do Sintergs, Sindisepe, Afagro, Assagra, Agefa, Sindicaixa, Seasop e Apog sinalizaram que as categorias devem parar a partir do dia 26.

Com 47 meses de salários atrasados e cinco anos de congelamento salarial – representando uma perda do poder de compra superior a 30% -, os educadores(as) compõem a categoria mais atingida pelas reformas propostas pelo governador.

Entre os impactos, está o achatamento da carreira, a perpetuação do congelamento dos salários e o confisco de dinheiro de aposentados(as) que recebem pouco mais de um salário mínimo, sem qualquer contrapartida para repor as perdas acumuladas.

O CPERS enviou ao governo documento elencando as razões para a rejeição do pacote, de todo reprovado pelos trabalhadores(as) em educação. Mas não recebeu retorno. 

Integram a Frente de Servidores Públicos (RS): ADUFRGS, AFAGRO, AFOCEFE-Sindicato, ANDES-SN, ANDES/UFRGS ASSAGRA, ASSUFRGS, ASSERLEGIS, CEAPE-Sindicato, CGTB, CPERS, CTB/RS, CUT/RS, FETRAFI, INTERSINDICAL, PÚBLICA, SEASOP, SEMAPI, SENERGISUL, SIMPA, SIMPE-RS, SINASEFE, SINDIÁGUA, SINDICAIXA, SINDISPGE/RS, SINDJUS/RS, SINDPERS, SINDSEPE/RS, SINDISERF/RS SINPRO/RS, SINTERGS, SINTRAJUFE-RS e UGEIRM.

Fonte e foto: CPERS
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