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Por que é tão difícil aceitar as diferenças do outro?


Estamos vivendo uma época de muitas imposições, eu diria de um pouco desrespeito com as diferenças.

Estava lendo sobre o assunto, até mesmo para entender um pouco mais os seres humanos e encontrei o seguinte artigo de Neirivan Lúcia Silva da Costa – psicopedagoga, que vem ao encontro do tema que estou me referindo.

Espero que gostem ou que ao menos desperte um pouco mais o entender as diferenças (Caio Portela)

“Olhe para os dedos de sua mão. Eles são diferentes. Ainda bem. Exatamente por serem diferentes eles são harmoniosos quando vistos em conjunto. Já imaginou se eles fossem todos iguais?

Certamente teríamos dificuldade de fazer o que fazemos de maneira tão natural. A humanidade, pode-se dizer, é semelhante a uma mão. Somos diferentes numa família. Somos diferentes numa região. Somos diferentes numa nação. A diferença é inerente, portanto, à natureza humana. Que bom que assim seja.” (Carlos Pereira).

Comecei este artigo com esta citação porque ela resume o que eu penso a respeito da dificuldade das pessoas de aceitarem as outras como elas são, seja num grupo de amigos, em uma comunidade ou no local de trabalho. Por que será que é mais fácil criticar em vez de elogiar? O tempo que gastamos para fazer uma crítica é o mesmo que se gasta fazendo um elogio.

O elogio faz bem para o corpo e para a alma. Quando elogiamos alguém recebemos em troca sorrisos, felicidades e gratidão, se for ao contrário, a testa enruga, você se torna uma pessoa amarga e sem amigos.

Para conviver bem em grupo é preciso que aja empatia. Porque a falta de empatia não deixa as pessoas crescerem e progredirem na vida, não temos mérito nenhum em tratar bem a quem nos trata bem também, mas sim em tratar bem a quem nos trata mal. É preciso aceitar a opinião, o ponto de vista diferente do seu e adotar uma postura de tolerância como princípio básico de mediação das relações interpessoais.

Ninguém precisa pensar e agir como eu, mas eu preciso respeitar e aceitar a opinião do outro, “Fazei aos outros aquilo que queiras que os outros façam a ti”, e relacionar-se com o outro implica em muitas dificuldades, possibilitando o aparecimento de conflitos e confrontos.

Isto se deve pelas diferenças que existem entre as pessoas: o modo de pensar, a maneira de sentir, a maneira de ser, tudo isto é individual e se estabelece em dependência à uma história de vida pessoal.

Cobra-se muito que o outro funcione como um espelho, que sinta como nós, que aja como nós, que pense como nós. Essa necessidade do igual, do semelhante, que na maioria das vezes não existe, faz com que o ser humano tenha tanta dificuldade em aceitar as diferenças.

Não aceitar as diferenças gera conflitos. Estes conflitos podem aparecer em qualquer área da vida: social, familiar, trabalho e afetiva. Eles podem existir em relação ao outro ou em relação à nós mesmos quando não sabemos como agir numa determinada situação.
Vivenciar conflitos é inerente à vida humana. Exterminar o conflito (crise, problemas) não seria a solução, isto seria impossível.

Não deixe que a falta de empatia se confunda com a “inveja” para tentar diminuir o outro, tirar-lhe o brilho através das críticas e comentários maldosos. Vera Loyola diz que “O verdadeiro amigo não é o que é solidário na desgraça, mas o que suporta seu sucesso”.
Pratique a empatia, se coloque no lugar do outro antes de fazer um comentário, e não esqueça que cada ser é único ”se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você” (DESIDERATA).

Pensem nisso e reflitam: Como eu estou lidando com as diferenças dos outros? E lembrem-se ”Nosso alvo na vida deveria ser não o de ultrapassar os outros, mas o de ultrapassar a nós mesmos”. (Babcock)


Edição: Casio Portela
Foto: Direito de Família/Ilustrativa
Texto de Neirivan Lúcia Silva da Costa, publicado em A Tribuna (MT)

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