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Escritora gaúcha se torna Imortal da Academia de Letras, Artes e Cultura do Brasil

 A escritora gaúcha Ana Pregardier se tornou Imortal da Academia de Letras, Artes e Cultura do Brasil. A cerimônia de posse ocorre neste sábado (22), em São Paulo. Natural de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, aos 37 anos, a autora conta que se sentiu lisonjeada com o reconhecimento.

"Eu recebi no início deste ano um e-mail para submeter minhas obras para apreciação. Só de receber esse convite já fiquei feliz. Na carreira literária, tu não tem reconhecimento tão cedo. É uma vida inteira de trabalho. Eu realmente não esperava. Fiquei sem palavras, é uma coisa que a gente não sabe nem como reagir", relata.

Ana tem 15 livros, todos tratam de educação financeira. Com exceção de duas obras, as histórias são para o público infantil e juvenil. A autora utiliza um estilo literário interativo. No livro "Formatura, suas escolhas mudarão a história", por exemplo, o personagem é o próprio leitor. A história é toda em torno de tomada de decisões – tem 24 finais e 52 caminhos diferentes.

"Não tem gênero porque eu não sei quem está lendo. Não tem capítulos, são tudo hashtags. No final de cada hashtag, o leitor escolhe como deseja continuar a história. Se você quer que aconteça isso, vá para a hashtag 99. Se você quer que aconteça aquilo, vá para a hashtag 128. Tem finais felizes e tristes", explica a escritora.
Foto: Carolina Cattaneo/G1
Ana também é responsável por 13 games. Alguns livros da autora vêm com CD ou QR Code que permitem acessar conteúdos interativos no computador ou em aplicativo de celular.

A tecnologia não precisa brigar com a literatura, elas podem andar juntas. O livro pode usar o celular e ter uma realidade aumentada, por exemplo. Dizem que a molecada não gosta de ler, mas gosta. Precisam ser estimuladas. É uma mudança de paradigma para o escritor.

Quando adolescente, Ana realizou um trabalho voluntário na Associação Cristã de Moços. "Eu ia com as crianças em acampamentos. Os pais me contavam que quando elas voltavam, elas começavam a arrumar a cama, a serem mais responsáveis. As crianças curtiam e os pais também. Mas eu não entendia muito bem porque isso acontecia. Depois, comecei a trabalhar em bancos, dava palestras do uso consciente do dinheiro e vi que gostava da área financeira. Eu queria poder juntar as duas coisas".

Formada em Administração de Empresas, Ana realizou um mestrado em Psicologia na Rússia. Foi quando teve um estalo e resolveu escrever os livros, juntando as áreas que gostava. Com o método Lúdico-vivencial de Formação de Hábitos Financeiros, a escritora investiu em obras que pudessem ser interativas e fizessem com que os leitores, especialmente as crianças e os adolescentes, pudessem experimentar vivências por meio da leitura.

"Em um livro desses, o poder não é do autor, é do leitor. Ele vai fazendo escolhas e vai tendo consequências como na vida real. O pessoal que está lendo pode escolher um caminho super legal ou fazer escolhas ruins que vão dar problema no final", relata a escritora.



Foto: Divulgação
Fonte: G1/RS

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