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As tecnologias utilizadas pela Polícia Civil na investigação criminal


O advento da informática trouxe consigo um vasto campo a ser explorado; a tecnologia a serviço do homem de forma a facilitar sua vida e promover o futuro. Porém a tecnologia é uma ferramenta e sua utilização para o bem ou para o mal depende das mãos que a manejam. 


Visando combater a criminalidade em todos os seus aspectos, a Polícia Civil tem investido cada vez mais no treinamento de seus agentes, bem como em um arsenal de ferramentas tecnológicas aplicadas no combate à criminalidade, dentre as quais se destacam o SPJ, GID (Gerenciamento de Informações do Detran), CMV (Sistema de Monitoramento de Veículos), Guardião, Tecnologias do laboratório de lavagem de dinheiro, Ferramentas de análise de vínculo, analisador de voz de multicamadas e Simba, entre outros

GID – Gerenciamento de Informações do Detran:
Trata-se de um banco de dados de abrangência nacional o qual permite a consulta de veículos, habilitação e condutores.


CMV – Sistema de Monitoramento Veicular:
Trata-se de um sistema instalado em praças de pedágios que realiza a leitura das placas de veículos e gera um alerta quando veículo com determinada placa passa por aquele local.


SPJ – Sistema de Polícia Judiciária:
Trata-se de um sistema operacional utilizado predominantemente nos órgãos policias, no qual os atos de delegacia, entre os quais, gabinete, cartório, secretaria e plantão, são informatizados. Atualmente implantado em 10 delegacias da região metropolitana e interior, este sistema tem previsão para a instalação em todos os órgãos da Polícia Civil gaúcha. 

Além de permitir a consulta de pessoas físicas e jurídicas, realizar o registro de ocorrências, requerer laudos periciais ao IGP, emitir carta precatória, solicitar medida cautelar, mandado de busca e apreensão, prisão preventiva, prisão temporária, quebra de sigilo financeiro e interceptação telefônica, consulta de mandados de prisão cível e de mandados de apreensão de adolescentes infratores, cadastro e pesquisa de registro de arma de fogo, controle de efetivo, frota e documentos de secretaria, o SPJ também ira eliminar a necessidade de impressão de documentos, eliminando completamente o processo físico decorrente do trabalho investigativo de Polícia Judiciária.


PCI – Polícia Civil de Investigação:
Sistema homologado em 2016 será disponibilizado para as Seções de Investigação da Polícia Civil, este sistema organiza a cadeia da organização criminosa permitindo a gestão, controle, acompanhamento e análise de suas ações pela Seção de Investigação.


Sistema Guardião:
O Sistema Guardião oferece recursos avançados que viabilizam operacionalizar o meio de prova de interceptações telefônicas e telemáticas. As interceptações são realizadas mediante autorização judicial, de forma segura e de acordo com a legislação brasileira. Os dados interceptados pelas operadoras de telefonia e pelos provedores de acesso à internet são armazenados pelo sistema, possibilitando o cruzamento de informações para a elaboração de relatórios.


Sistema UFED (Cellebrite):
Equipamento de tecnologia Israelense utilizado para acessar os mais diversos dados armazenados em dispositivos móveis, como aparelhos telefônicos celulares. As extrações são realizadas mediante autorização judicial, de forma segura, garantindo a produção probatória de forma técnica.


SIMBA (Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias):
Software desenvolvido e disponibilizado pela Procuradoria Geral da República, para órgãos credenciados na Rede de Laboratórios de Tecnologias Contra a Lavagem de Dinheiro (Rede LAB). Trata-se de um conjunto de processos, módulos e normas para o tráfego de dados bancários entre instituições financeiras e órgãos governamentais, mediante prévia autorização judicial, no combate a esta modalidade de crime.


Analisador de voz multicamadas (Detector de mentiras):
Sistema elaborado para distinguir declarações verdadeiras de fraudes e para estimar a credibilidade de suspeitos, candidatos a um emprego, reclamantes de seguros, etc. Quanto à interpretação da mentira, níveis de risco, hipótese em que a pessoa analisada estaria a omitir ou fraudar conhecimentos sobre o que lhe é perguntado, é possível concluir sobre o indicativo e a probabilidade ante às perguntas relevantes formuladas pelo entrevistador.


SAS Enterprise Guide:
Ferramenta que fornece uma interface point-and-clik através de caixas de diálogo interativas que orientam os usuários em tarefas analíticas e de relatórios que variam de simples a complexas. A solução também disponibiliza acesso transparente aos dados do SAS e dados externos e permite exportar os resultados para outras aplicações Windows e baseadas em servidor. Os relatórios criados utilizando o SAS Enterprise Guide podem ser distribuídos em uma base periódica para grupos de usuários alvo na organização, possibilitando que a inteligência mais atual disponível chegue aos tomadores de decisões.


IBM i2: 
Solução tecnológica que permite transformar uma grande quantidade de dados distintos em dados utilizáveis e em inteligência, quase em tempo real. Desde ameaças à segurança e à defesa nacional até as cibernéticas e corporativas, ao viabilizar um entendimento abrangente do cenário de ameaças para identificar vulnerabilidades e riscos de ameaças. A combinação dos recursos de análises disponibilizados e análises realizadas por pessoas que operam esta solução proporcionam a identificação rápida de conexões ocultas e padrões críticos escondidos em dados internos, externos e de software livre.
Além disso, há outras soluções tecnológicas e bancos de dados utilizados para auxiliar as investigações e atividade de inteligência, desenvolvidos pelo próprio Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos.


A aplicação deste conjunto de ferramentas tecnológicas, utilizadas por profissionais altamente treinados, alinhados em uma unidade institucional focada em combater a criminalidade em seus mais diversos aspectos e nas mais amplas camadas, a Polícia Civil têm obtido excelentes resultados, aumentando exponencialmente sua atuação em todo o território gaúcho.

No período compreendido entre janeiro de 2017 e maio de 2018 foram apreendidos mais de 130 milhões em bens constritos decorrente de investigações de lavagem de dinheiro. O roubo de veículos teve uma queda de 9,8%, houve um crescimento de 14,99% na apreensão de armas, levando a uma forte descapitalização do crime organizado.

Segundo o chefe de Polícia Delegado Emerson Wendt, o sucesso da instituição Policial no efetivo combate ao crime só será possível se alinhados os esforços nas mais diversas camadas que compõem a instituição. A gestão inteligente dos recursos tradicionais de investigação em consonância com as mais modernas técnicas e tecnologias, permite que o trabalho da Polícia Judiciária ocorra de forma mais concisa, em menor tempo, abrangendo uma área geográfica mais ampla de forma a entregar à sociedade gaúcha um trabalho eficiente, eficaz e efetivo, em harmonia com a excelência da instituição.



Fonte e foto: Polícia Civil/RS

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