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Vice-prefeito de Agudo é preso na Operação Fogo-Fátuo por crimes licitatórios e contra a administração pública


 Foto: Imprensa Polícia Civil
A Polícia Civil deflagrou na manhã de quarta-feira (13) a Operação Fogo-Fátuo na repressão aos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, fraudes licitatórias, organização criminosa e lavagem de dinheiro no âmbito do município de Agudo. Na ação, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Deat/Deic), com apoio da Regional de Santa Maria, foram cumpridas 48 ordens judiciais entre prisão, mandados de busca, bloqueio de ativos e indisponibilidade de bens móveis e imóveis em Agudo, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas e Porto Alegre. Sete pessoas foram presas, dentre elas o vice-prefeito de Agudo, servidores da Secretaria de Obras do Município e empresário. Diversos documentos, armas e munições foram apreendidos.

Segundo os delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter foi aproximadamente um ano de investigação apurando crimes no âmbito municipal de Agudo. “Busca-se desarticular uma organização criminosa estruturada de Agudo com atuação dentro da prefeitura, formada pelo vice-prefeito, seus assessores, motoristas e secretários, em conluio com empresários do ramo de máquinas e peças”, relatam os delegados. Ao longo das investigações foi possível obter dados que indicam possível fraude a procedimentos licitatórios, através da combinação de valores e fracionamento das compras, buscando enquadramento nos limites legais de dispensa de licitação. “Ainda, em conluio com empresários, eram solicitadas notas fiscais com valores superfaturados, visando ao desvio de recursos públicos”, explicaram Anicet e Ritter.

Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e nove ordens judiciais de bloqueio de ativos e indisponibilidade de bens móveis e imóveis. “A operação teve por finalidade a prisão dos principais alvos, a apreensão de documentos que reforcem a prova da prática dos crimes investigados neste nomento, o sequestro de patrimônio, indisponibilidade de bens, como o bloqueio de contas, apreensão de veículos e bens imóveis, bem como a verificação da participação de outros agentes públicos no cometimento das condutas criminosas”, disseram os delegados.

Todos os mandados judiciais de prisão foram cumpridos e mais três prisões em flagrante foram efetuadas ao longo do cumprimento dos mandados. O delegado Sandro Meinerz, Regional de Santa Maria, relatou que foram apreendidas seis armas de fogo e munições nas residências dos investigados. "Um dos empresários suspeito de praticar as fraudes licitatórias também foi autuado em flagrante por posse de munição de uso restrito", completou Meinerz. O diretor de Investigação Criminal do Deic, delegado Sander Cajal, enfatizou que a ação da especializada é fruto de um trabalho conjunto com a Delegacia Regional de Santa Maria, em especial com o apoio logístico da Delegacia de Polícia de Agudo.



Texto: Larissa Marafiga e Fabiana Carvalho/ Imprensa Polícia Civil
Edição: Léa Aragón/ Secom
Fonte: Portal do Estado/RS

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