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Áudio sobre epidemia de gripe é alarmista e não tem base científica, segundo Secretaria da Saúde

     Gravação que circula no WhatsApp afirma que haverá uma epidemia da doença no inverno, mas secretário João Gabbardo garante que vacina foi atualizada
     O secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, desmentiu boatos após um áudio que circula no WhatsApp alertar que haverá uma epidemia de gripe no Brasil em 2018. Na gravação, o autor cita um "amigo infectologista da Unicamp" e teria sido feito pelo presidente da Santa Casa de Sorocaba, no interior de São Paulo.
     "Neste outono e inverno, vamos ter uma epidemia de inverno. Tenho um amigo infectologia da Unicamp que garantiu que essa gripe vai ser muito forte. O H3N2, uma mutação do vírus, fez estrago nos Estados Unidos e na Europa [...]. Já encaminhei ao prefeito municipal. Não vamos ter leito!", diz a mensagem.
     Conforme Gabbardo, este tipo de previsão é extremamente alarmista:
     Em saúde pública, não se pode fazer previsões como esta. É extremamente alarmista, não tem base científica nenhuma. Tem até desinformação, porque o áudio diz que o H3N2 é o vírus mais letal, e é mentira, porque o H1N1 é o mais letal quando há epidemia. Nos Estados Unidos, o H3N2 circulou, sem que a população estivesse imunizada contra a nova mutação do vírus, e por isso houve grande número de casos. No Brasil, com a atualização da vacina, a expectativa é de que haja maior proteção — explica.
     Conforme o secretário, a vacina oferecida nos Estados Unidos era composta pelos vírus Michigan 2015 (H1N1), Hong Kong 2014 (H3N2) e Brisbane 2008 (tipo B). Para a campanha no Brasil em 2018, as doses foram atualizadas já que dois vírus sofreram modificação. A dose será composta de Michigan 2015 (H1N1), Singapura 2016 (H3N2) e Phuket 2013 (tipo B).
     O áudio ainda traz outra inverdade, que é de que não temos condições de proteger a população. Não é verdade: o Brasil tem condições de atender. Até poderá haver aumento no número de atendimentos, mas não há como prever isso — esclarece.
Esclarecimento da Santa Casa de Porto Alegre
     A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre divulgou nota após muitas pessoas associarem o áudio com a instituição. "O áudio e notícias sobre epidemia de gripe que têm circulado nas redes sociais e aplicativos de conversa, não dizem respeito à instituição gaúcha. O hospital em questão é do interior de São Paulo e não possui qualquer vínculo com a Santa Casa de Porto Alegre", diz o texto.
Campanha de vacinação
     A campanha nacional vacinação contra a gripe foi adiada devido ao atraso na chegada das doses e, agora, vai ocorrer entre 23 de abril e 1º de junho — o Dia              Nacional de Mobilização está previsto para o dia 12 de maio. Segundo Gabbardo, um dos motivos para o atraso é justamente a atualização das doses.
     São 3,6 milhões de gaúchos incluídos nos grupos prioritários, mas a meta da Secretaria Estadual da Saúde é vacinar 90% deste total, o que corresponde a 3,2 milhões de pessoas.  Entre os grupos que podem se vacinar na rede pública, estão crianças a partir de seis meses, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores da área da saúde. Os professores, tanto da rede pública quanto da rede privada, serão novamente incluídos nos grupos prioritários.



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