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O que temos feito, além de seguir o sistema? Por Caio Portela

Acordei, fiz higiene, trânsito, trabalho, almoço, trânsito, trabalho, trânsito, higiene, jantar, TV, cama...dia após dia passamos, na maior parte de nossa vida, com esta rotina ou semelhante.

Tirar tempo para uma meditação, para abraçar o filho, ligar para os pais, trocar ideias com a família ou com a comunidade onde está inserido, nem pensar ou "quando der tempo".

Quando nos damos conta passamos pela vida e nem vimos a vida passar, esta é uma realidade.

Não vou generalizar, mas um grande número de problemas que hoje enfrentamos tem origem dentro de nós mesmos, entre eles a depressão, a ansiedade e outros que não vem ao caso citar no momento, a final não devo fazer diagnóstico e muito menos prognóstico, antes ou após minhas palavras ou ações, mas eles existem, sim.

Quando alguém nos chama atenção sobre esta maneira de estar aqui na terra, correndo, sem tempo para realmente viver, muitas vezes nos sentimos invadidos, com aquele sentimento de que “quem sabe da minha vida sou eu” ... já estamos acostumados com as cobranças de que devemos ser assim ou assado para se ter valor, valor para os outros e o nosso verdadeiro valor simplesmente vai desaparecendo e quando nos damos conta o valor que muitas vezes nos dão não passa de alguns trocados por nosso serviço e isto passa, ou perdemos com o envelhecimento normal do corpo, jogando o mental ladeira a baixo pelo que deixamos de viver.

Está na hora de parar de empurrar a nós mesmos e investigar o que pode ser melhorado para sairmos desta ilusão a qual estamos imersos, talvez adormecidos, sem questionar qual a melhor forma de viver e seguimos, muitas vezes, com este vazio dentro de nós, fingindo não perceber cansaço, amassados ou embrulhados conforme dita o “sistema” que, na maioria das vezes, se importa apenas com suas necessidades, nada mais.

Vamos pensar o quanto pode ser lindo realmente viver, com a oportunidade de existir, pois muitos de nós esquecemos desta existência, seguindo rumo ao penhasco, com grandes chances de despencar. Quando alertados, começamos uma volta dolorosa, por caminhos conhecidos, na busca daquele detalhe que ficou entre os mecanismos do já citado sistema. Se queremos sofisticação, carros, lanchas, tudo bem, corra atrás destas metas, mas não esqueça de viver.

Além de focar no viver é preciso aprendermos o caminho da não cobrança ou reconhecimento. Já disse em uma citação e torno repetir: Sejamos imãs que atrai e não correntes que arrastam, pois tudo que é forçado, uma hora ou outra irá arrebentar.



Por Caio Portela: Produtor de conteúdo e Terapeuta holístico/Colunista
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