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02 agosto, 2017

Extensionista da Emater/RS é finalista em prêmio de tecnologia social

veterinária e assistente técnica regional de sistemas de produção animal da Emater/RS-Ascar de Pelotas, Mara Helena Saalfeld, é finalista da 9ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Reconhecida como uma das mais importantes do terceiro setor, a premiação reconhece iniciativas sociais que encontram soluções fáceis e de baixo custo para desafios do cotidiano, causando impacto efetivo na vida da comunidade.
Mara pesquisou sobre a inclusão do colostro na alimentação humana, que é o leite produzido pela vaca nos cinco primeiros dias após parir. Entitulado Colostro Bovino: A redescoberta de um alimento humano funcional e nutracêutico”, o projeto é um dos 173 trabalhos aptos a receber a certificação - de um total de 735 inscritos.

A próxima etapa do evento ocorre em 15 de agosto, com a divulgação dos projetos classificados. Os vencedores serão anunciados em cnovembro. A Fundação Banco do Brasil premiarará com R$ 50 mil cada uma das seis iniciativas ganhadoras. Esta edição tem apoio da Unesco no Brasil e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Tradição em pesquisa

Em 2007, Mara recebeu o Prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, Petrobras e Unesco, com o trabalho de silagem de colostro para alimentação de terneiros, reaproveitando nutrientes antes descartados. Desde 2008, investiga a inclusão da matéria-prima bovina na alimentação humana. O esforço do seu trabalho contribuiu para que, em março deste ano, o governo federal emitisse o decreto Nº 9.013, eliminando a proibição ao aproveitamento de colostro para consumo dos seres humanos. 

"O colostro tem os mesmos constituintes do leite, como anticorpos e bactérias probióticos, só que em maiores quantidades. Por isso, é utilizado no mundo todo não só como alimento, mas na indústria de medicamentos e suplemento alimentares para atletas", explicou a pesquisadora. "Ele era proibido no Brasil por uma questão técnica devido ao processo de pasteurização, que exige temperaturas diferentes para o leite e para o colostro, e não por questão nutricional", finalizou. 



Texto: Ascom Emater/RS-Ascar - Regional Pelotas
Edição: Gonçalo Valduga/Secom