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06 julho, 2017

Estação Ferroviária - Do progresso ao abandono

Para quem passa na Rua Eusébio Ilha da Rosa, paralela a Barão do Rio Branco principal via comercial de Júlio de Castilhos, se depara com o velho prédio da Estação Ferroviária literalmente as traças. Abandonado pela América Latina Logística (ALL) desde 2015, a Gare da Estação Ferroviária de Júlio de Castilhos, datada de 1884, por dez anos serviu como entroncamento. A Estação Ferroviária só viria a ser inaugurada em 20 de Novembro de 1894. Na época este era um importante ponto de ligação entre Marcelino Ramos no norte do estado e Santa Maria na região central.

Além de servir como ponto de embarque e desembarque de passageiros, a via férrea foi fundamental para o transporte de grãos e animais. Ao lado da Estação Ferroviária existia um restaurante, com o tempo surgiu o moinho e se formou um pequeno comércio aos arredores. Naquela região próxima aos trilhos existiam também, campos de futebol e as casas dos funcionários da ferrovia, hoje restando apenas quatro casas da antiga vila ferroviária. Ali surgia o embrião do que hoje é o Bairro Centro Baixo.

Para o historiador Rafael Camargo a importância da Estação Ferroviária a época equivale hoje a BR 158, tanto para o transporte de passageiros quanto, via de escoamento de grãos, carne e gado. A ferrovia foi fundamental para o desenvolvimento econômico e urbano de Júlio de Castilhos, prova disso é a instalação da Cooperativa de Carne e da COTRIJUC as suas margens.

Em meados de 1998 a Estação Ferroviária é desativa e terceirizada, assim a ALL assume a via férrea e o transporte de passageiros é extinto. Desde então a Estação Ferroviária serviu apenas como deposito da ALL e ponto de partida para manutenção nos trilhos até 2015. Hoje, dos tempos áureos do prédio resta apenas o suporte da sineta, as janelas já estão faltando, além de portas lacradas com tijolos e cimento, e o piso todo arrebentado. Para a comunidade do Bairro Centro Baixo a paisagem é conhecida, mas a historia da via férrea e daquele importante local, não passa de lembrança do que um dia já foi sinônimo de progresso.





Texto e foto: Artur Azeredo