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Pronto Socorro do HUSM suspende internações de pacientes

O Pronto Socorro do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), que recebe pacientes de 40 municípios da Região Central do Rio Grande do Sul, suspendeu as internações de novos pacientes devido à superlotação. Apenas urgências e emergências são atendidas.

No início da noite de sexta-feira (23), os 23 leitos do setor estavam ocupados, e havia ainda 30 macas nos corredores e outras cinco pessoas em recuperação. "É doloroso, é estressante, para todo mundo", lamenta a auxiliar de cozinha Sabrina de Souza. "Temos de esperar."

A atendente Isane de Matos chorava ao ver a filha, que sofreu fratura no fêmur e está há 11 dias no corredor do Pronto Socorro. Ela aguarda um leito para colocar uma prótese. "É muito cansativo, apreensivo, nervosismo, a gente vê ela chorando de dor, e não pode fazer nada", desabafa.

A demora no atendimento levou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o Hospital Universitário, a emitir uma nota segundo a qual a suspensão das internações foi definida para "garantir o adequado atendimento" aos pacientes que já estão internados.

Uma das soluções para a superlotação seria a abertura do Hospital Regional, que possui 270 leitos. A obra foi inaugurada em setembro do ano passado, mas, para entrar em funcionamento, o prédio precisa passar por reparos.

Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, as reformas estão em andamento, mas ainda é preciso fazer a compra de móveis e equipamentos. A expectativa é que algumas atividades comecem no fim deste ano. Até então, os pacientes terão de conviver com a demora e a falta de leitos.

"Agora que conseguimos exame, vamos ver o que vai ser para o tratamento, mas não temos nem previsão de quando sairmos daqui", diz o químico Anderson Delevati.

O diretor técnico do Husm, Larry Marcos Argenta, defende uma melhoria na rede básica de saúde para evitar a superlotação. "O Pronto Socorro acaba recebendo e os pacientes não permanecendo o tempo que seria o adequado, e sim ficando internados no Pronto Socorro. Isso demonstra que faltam leitos na região", argumenta.

Para tentar evitar situações como esta, o Hospital Pompéia, referência para 49 municípios da Serra, lançou uma campanha pra reforçar o uso do Pronto Socorro. A prioridade são casos graves, como vítimas de acidentes, suspeita de infarto e pneumonia. Nos casos mais simples, os pacientes são orientados a irem ao postão 24h ou a unidades básicas de saúde.


Fonte: G1/RS

Foto: RBS TV/Reprodução
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