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28 agosto, 2015

Giro Farroupilha - Ijuí deve ter desfile com equinos no dia 20 de Setembro

Todos os cavalos que participarem de desfiles e estiverem em aglomerações com pessoas e outros animais devem realizar o exame de sangue para comprovar que não tem a doença, já que o mormo, não tem cura e é fatal, tanto para equinos, quanto para humanos.

O tradicional desfile que acontece todos os anos em comemoração a Revolução Faroupilha deverá ocorrer normalmente com o uso de cavalos em Ijuí.

Mesmo com o alerta da Famurs para evitar este tipo de desfile neste ano, visto que foi registrado casos de mormo em cavalos e a doença pode atingir os seres humanos, o recomendável seria que não houvesse o desfile, ou pelo menos, sem o uso de cavalos.

Santo Ângelo é uma das cidades da região que cancelou o desfile para evitar proliferação da doença.

Em Cruz Alta a prefeitura decidiu manter o desfile, até o momento.

Saiba o que é o mormo
Mormo ou lamparão é uma doença infecciosa causada pela bactéria Burkholderia mallei mais frequente em equideos (cavalos, asnos e mulas), mas podendo também ser contraída por outros mamíferos, como cachorros, gatos, bodes e inclusive o homem. É uma infecção causada pelabactéria Burkholderia mallei geralmente pela ingestão de água ou comida contaminada. É encontrada na América latina, África e Ásia.

Seus sintomas incluem
Febre; temperatura elevada
Tremores;
Suor excessivo;
Sensibilidade a luz;
Dor no peito;
Rigidez muscular;
Catarro e sangramento nasal;
Perda de peso progressiva;

A sua forma cutânea gera nódulos endurecidos nos membros e abdômen, membranas mucosas afetadas aumentam a produção de muco gerando catarro e pus. Em infecção pulmonar podem causar pneumonia, abcessos pulmonares e dificuldade para respirar (dispneia).

Sem tratamento, a infecção pulmonar ou no sangue costuma ser fatal aos animais em 7 a 10 dias.

A doença nos humanos  
Em humanos, a doença normalmente se manifesta em até 14 dias. A contaminação acontece pelo contato com animais doentes, fômites contaminados, tecidos ou culturas bacterianas em laboratórios. É preciso que ocorra o contato específico para que a doença seja transmitida, por exemplo, por meio de feridas e abrasões na pele.
“Para se contaminar tem que ingerir a secreção contaminada ou, por exemplo, manipular o animal com um corte na mão. É uma doença entendida como laboral, porque quem pode se contaminar é quem tem contato muito direto com os equinos, como tratadores, veterinários, ou quem manipula material em laboratório. Não é o fato de o animal ter (a doença) que quem estiver perto vai se contaminar”, afirma Rodrigo Lorenzoni, presidente do CRMV.
O indivíduo contaminado fica febril, com pústulas cutâneas, edema de septo nasal, pneumonia e abscessos em diversas partes do corpo. É uma zoonose de difícil tratamento, sendo, quase sempre, fatal.



Fonte: Ijui.com